FREDERICO ROCHAFERREIRA
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Membro da Oxford Philosophical Society







A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

Por Frederico Rochaferreira
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Há muitos costumes que podemos discorrer e dar exemplo, como sendo nocivo ao desenvolvimento de uma sociedade e um desses costumes é o hábito da leitura inútil, adotado pela sociedade brasileira.

Nos EUA, por exemplo, os americanos têm um profundo orgulho de suas numerosas livrarias, do mesmo modo que as sociedades europeias e algumas sociedades da Ásia. Na América do Sul temos a Argentina como o país que mais livrarias têm por número de habitantes em todo o mundo, uma herança da imigração europeia em fins do século 19, mas; se o número de livrarias não significa o desenvolvimento de uma nação, ao menos podemos dizer; que significa a possibilidade de desenvolvimento, porque desenvolvimento é um conjunto de fatores que começa com a educação infantil e tem o seu ápice na formação superior, portanto, é uma cadeia de ensino e educação e que deve ser de altíssima qualidade, todavia são as livrarias; o termômetro dessa cadeia.

Por isso, quando olhamos para o Brasil e vemos o Rio de Janeiro, uma das principais capitais, com 05 livrarias para cada 100 mil habitantes e São Paulo com 3, 5 livrarias para cada 100 mil habitantes, constatamos por esse termômetro, baixíssimas temperaturas no que se refere ao desenvolvimento.





Por outro lado, farmácias e bares por aqui, há muito proliferam. Podemos quase dizer que em cada esquina há sempre nos esperando um bar ou uma farmácia e então constatamos que o comércio de bebidas e de medicamentos, é um ótimo negócio. Diante desse quadro; uma mente pouco lisonjeira, poderia, dizer; que somos um povo alcoólatra, um povo doente e um povo inculto, se entendermos que as livrarias são um comércio de cultura.

Agora, há uma parcela da população que sabe ler, mas esta, quando lê, lê muito mal, poucos são os que passam da prosa, porque prosa e verso é o gênero literário que predomina no país, claro que quando falo de prosa; é à prosa literária a que me refiro, onde está contido o conto, a novela e a poesia.

Com isso quero dizer; que um povo que passa sua existência produzindo contos da carochinha, lendo contos da carochinha ou ouvindo e vendo contos da carochinha, estará; seguramente atrofiando seus pensamentos e sua imaginação e terá muitas dificuldades em desenvolver ideias próprias, ficando limitado a somente assimilar ideias e um povo que só assimila ideias e não as cria será sempre um povo espectador, consumidor quando puder; de antigas e novas práticas, de antigas e novas invenções, de antigas e novas tecnologias, estando assim, destinado a permanecer sempre à margem do desenvolvimento.