FREDERICO ROCHAFERREIRA
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Membro da Oxford Philosophical Society





A escrita está submetida diretamente à metafísica da intenção, do querer dizer e do querer fazer.








   O ESPELHO 





E A ESCRITA



Por Frederico Rochaferreira



u

ma das características da palavra representada por sons é a possibilidade da sua ação involuntária, seja em relação a pensamentos, seja em relação a sentimentos, mas quando representada por letras, na forma escrita, é um ato voluntário, determinado pelo pensamento e pelo sentimento. Assim, o falar representado por palavras chulas, impróprias, ofensivas, por palavrões, refletem os desequilíbrios emocionais a que todos nós somos submetidos em algum momento inesperado, são como um ato reflexo.

Mas a escrita, ha, a escrita, ela está submetida diretamente à metafísica da intenção, do querer dizer, do querer fazer, e se por termos torpes, agressivos ou repulsivos é representada, esta não é uma ação involuntária própria dos rudes ou dos fracos de valores e de saber, ou mesmo das fragilidades instantâneas, esta é uma ação que reflete um sentimento forte e perigoso por trazer consigo a toxidade da revolta e do inconformismo, mas também por ser contagioso. Regra geral, por ser este sentimento verdadeiro e pelo uso inadequado de seu fim, toda uma construção de ideias fica comprometida, independente do arcabouço de saber do seu autor.












Henry Thoreau

"Não é possível sentar  para 
escrever, 
quando 
nunca 
se levantou para viver."