FREDERICO ROCHAFERREIRA
www.sitefilosofico.com
Membro da Oxford Philosophical Society






Globo diz que eleição de Trump é retrocesso,
mas os americanos não pensam assim
Frederico Rochaferreira | Rio 09/11/2016


Donald Trump speaking to supporters at an immigration policy speech at the Phoenix Convention Center in Phoenix, Arizona.

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Trump fez em toda a sua campanha um discurso nacionalista e com isso viu mundo o voltar-se contra ele. Mais que um patriota, o cowboy passou a representar o fundamentalista da América, assustando a economia e a política internacional.  Mas ao contrário da opinião catastrófica e armagedônica quase unânime ao redor do mundo, os americanos não entenderam assim

O discurso de Trump aos americanos, lembrava o resguardo e o respeito aos símbolos de seu país e o sentimento de orgulho por sua história, portanto, estamos falando de patriotismo.Também falava da preservação da nação, da defesa de seu território físico e cultural e do perigo da perda de sua identidade, agora falamos de nacionalismo. Ora, Trump falou o que os americanos queriam ouvir e assim passou a ser aos olhos de seus compatriotas, o homem cuja lealdade, a nação precisa.

Certamente que esses valores sempre estarão mais próximos do cidadão, nas sociedades menos desiguais, porque essa é uma via de mão dupla, onde o cidadão tem seus direitos fundamentais respeitados pela sociedade civil e pelo Estado e é recíproco a ambos, cumprindo suas obrigações.

De suas declarações, talvez a que mais tenha chamado à atenção foi aquela que abordou o tema da imigração ilegal, que assustou latinos e refugiados. De fato essa é uma questão delicada do ponto de vista humanitário, todavia não podemos querer que a América seja a muleta de latinos e refugiados islâmicos. Quem deve resolver o problema desses povos, são os próprios, agora, na medida em que aceitam governos e empresários corruptos e se submetem à marginalização social em seu país, se tornam cúmplices dessa marginalidade e acolher refugiados políticos ou sociais não é combater causa, é remediar sintomas. Combater a causa, é enfrentar e eliminar tais regimes.

A eleição de Trump é um aviso da América àqueles que se acostumaram a viver em sua órbita: O que devem fazer agora é trabalhar duro, como os americanos trabalharam para construir a nação que construíram. Que siga o exemplo os países da América Latina e deem solução aos seus latinos, do mesmo modo que as demais sociedades em conflitos religiosos, territoriais e ideológicos. Todo o resto é lamentações! E quando ao erro dos analistas, uns erraram e errarão sempre se não se despirem das tendências que carregam, outros erraram por imposição.