O instrumento de delação oficializado nos porões de 64, voltou com força total nos porões da Lava-Jato




A marginalidade Política no Brasil



Um exame das ações marginais praticadas à revelia da lei e em nome da lei


Treçhos


O instrumento da delação premiada revelou não só uma grande plêiade de corruptos e corruptores compondo o sistema político-empresarial brasileiro, mas também a natureza traiçoeira e covarde desses indivíduos. Todos a princípio são parceiros, amigos e inocentes até o acerto de delação com a justiça, quando então, se confessam culpados e apontam o dedo para seus cúmplices em troca do perdão de seus crimes.

A delação é tão abjeta que até mesmo as organizações criminosas urbanas punem os traidores com a morte. No Brasil, o instrumento da delação tem sido utilizado não como forma auxiliar da justiça pelo arrependimento criminoso, mas como ferramenta de coação para efeito de deduragem com fins políticos, foi assim nos anos de chumbo da ditadura e têm sido assim no âmbito da Lava-Jato.

O que fica evidente no esquema da delação é o caráter movediço de desembargadores, procuradores, juízes, corruptos e corruptores, tornando mais hediondo o criminoso em seu crime e mais hedionda a Justiça, por agir como vingança.