Bio

Frederico Rochaferreira (Teresópolis, 5 de agosto de 1955), nascido Frederico da Rocha Ferreira, é um pensador brasileiro, membro da Oxford Philosophical Society e especialista em Reabilitação pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein. Filho da brasileira Nair de Souza Rocha e do português natural de Ribafeita, Viseu, Luiz das Neves Ferreira, seu avô paterno, Frederico Ferreira de Jesus,1 era um alferes de infantaria do Exército português que lutou na primeira guerra e seu bisavô, Domingos Bento das Neves, 2 foi curador do Império, no Brasil. Um de seus ancestrais, foi o médico e filantropo Francisco Bento Alexandre de Figueiredo Magalhães, que recebeu de D. Carlos I de Portugal, o título de Conde Figueiredo de Magalhães.


Seu interesse pela filosofia, simbolismo e história antiga começou na adolescência, quando leu Erich Von Däniken e Platão, no entanto, passariam mais de quatro décadas para publicar parte de suas investigações históricas e filosóficas. 3 Em 2016, voltou sua atenção para o emprego de manobras jurídicas com verniz de legalidade - lawfare, que abalou a política brasileira com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a prisão do ex-presidente Lula e a ascensão de Jair Bolsonaro ao Poder, período em que publica uma série de artigos de pensamento crítico em diversos órgãos de imprensa, como Le Monde Diplomatique, Justificando, Carta Capital e Jornal GGN, entre outros, sendo autor do artigo mais compartilhado no ano de 2019.4

Pensamento Crítico

Seu pensamento reflete duas preocupações distintas, a primeira, com a fragilidade da construção ética nas sociedades pouco desenvolvidas, onde afirma que o homem e o meio se retroalimentam ou na limitação ou no desenvolvimento, num ciclo que pode ser muito duradouro e a segunda, com a natureza mítica das questões históricas fixadas no imaginário dos homens como verdadeiras.

Frederico Rochaferreira é um escritor de convicções polêmicas. Crítico da prosa literária, afirma que o gênero é um inibidor do desenvolvimento intelectual,5 posto que é uma literatura meramente de assimilação de ideias. No campo filosófico, entende que a experiência adquirida é parte de um universo mais amplo onde prevalece no indivíduo o conjunto de representações e comportamentos inatos, ou seja, o talento e o caráter fixado na natureza humana serão determinantes no desenvolvimento pessoal, profissional e comportamental dos indivíduos,6 não compactuando com o pensamento de John Locke, que diz que todas as pessoas nascem sem conhecimento algum, como uma tábula rasa e que todo processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido através da experiência.


Como crítico social publicou uma série de artigos expondo o viés político da Operação Lava Jato.  No livro, (Execução da pena em segunda instância - Fundamentos de sua inconstitucionalidade), do ex-Procurador Seccional da Advocacia-Geral da União, Carlos Valder do Nascimento, Frederico Rochaferreira é citado ao lado de nomes como Issac Yarochewsky, André Luis Callegari, Luigi Ferrajoli, Antonio Carlos de Almeida Castro, Lenio Streck e Flávio Dino, como um dos que contribuíram para o estudo dos fundamentos inconstitucionais da pena em segunda instância que condenou o ex-presidente Lula, ao expor a controversa norma anglo-saxã da dúvida razoável, estranha ao direito brasileiro, utilizada como artifício jurídico para condenar o ex- presidente. Escreve Carlos Valder:


“Na Concepção de Frederico Rocha Ferreira, na condenação do ex-presidente Lula paira uma dúvida sobre se realmente houve ou não uma combinação de votos entre os desembargadores do TRF4. Levanta a hipótese de que a condenação teve suporte na norma anglo-saxã da dúvida razoável, a mesma que baseou a sentença em primeira instância do juiz Sergio Moro.” 7


Com a ascensão de Jair Bolsonaro ao Poder, Rochaferreira passou a acompanhar de perto as ações do governo questionando questões fundamentais, como a liberação dos agrotóxicos, 8,9  o isolacionismo internacional 10 e a perseguição por viés político. 11

No início de 2020, com o advento da pandemia e as controvérsias sobre a origem do novo coronavírus, o escritor se debruça em um extenso trabalho de pesquisa traçando uma linha do tempo que resgata uma série de acontecimentos, desde os anos de pesquisa e desenvolvimento de ganho de função do coronavírus por cientistas chineses e americanos, aos meses que antecedem o surgimento do vírus na China, passando pelo desenvolvimento das armas biológicas de duplo uso pelas grandes potências,12 às acusações de parte a parte entre Washington e Pequim pela responsabilidade do vírus.13 Juntando as peças desse quebra-cabeça, lança em dezembro daquele ano, o livro (Covid-19. A origem do vírus feito para infectar humanos).14,15, 16

Bibliografia

A Ética dos Miseráveis, amazon, 2015 

A Razão Filosófica, Multifoco, 2016 

The Strange art of Thinking, amazon, 2017 

Brasil, um gigante sem cérebro, Clube de Autores, 2020 

Covid-19. A origem do vírus feito para infectar humanos, Lisbon International Press, 2020 

A Marginalidade Política e Jurídica no Brasil, Clube de Autores, 2022


Referências:

ttps://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=124836. Consultado em 21 de agosto de 2021

https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/55885/01035Kolonie18630829_cor.pdf?sequence=1&isAllowed=y .Consultado em 21 de agosto de 2021

     https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/15831. Consultado em 23 de        maio de   2022